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Surto de doença diarreica aguda atinge cidade do interior de SP; análise aponta água contaminada

Comunicado de órgãos estaduais aponta 2.111 casos e 1 morte neste ano. Na sexta, Prefeitura de Américo Brasiliense (SP) disse que apurava causas e Daema afirmou que amostras de água eram 'satisfatórias'.

Américo Brasiliense, cidade do interior de São Paulo com cerca de 33 mil habitantes, vive um surto de doença diarreica aguda, segundo aponta um comunicado conjunto do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e do Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo.

 


Moradores suspeitavam que qualidade da água estava relacionada com casos de virose em Américo — Foto: Leandro Vicari/EPTV

 

Segundo os órgãos, a cidade registrou 2.111 casos da doença e uma morte neste ano. Análises apontaram que amostras de água coletadas em outubro tinham deficiências de cloração, presença de coliformes totais (grupo de bactérias) e até de Escherichia coli (E. coli).

 

Em caráter emergencial, foram liberados 6 mil frascos de hipoclorito de sódio a 2,5% para que a população possa purificar a água e garantir consumo seguro.

 

A prefeitura foi autuada para promover ações de comunicação e de prevenção de riscos à saúde da população. Os órgãos informaram que os Sistemas de Abastecimento de Água (SAA) foram inspecionados e o Departamento de Água, Esgoto e Meio Ambiente de Américo recebeu autos de infração para correção imediata dos riscos sanitários identificados.

 

Na noite de sexta (14), em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, antes da divulgação do documento, a prefeita Terezinha Viveiros (Republicanos) afirmou que a causa do surto estava sendo investigada e que todas as medidas necessárias para um bom atendimento da população estavam sendo tomadas.

 

Na mesma entrevista, o superintendente do Daema, Cleverson Marins, disse que amostras enviadas ao Instituto Adolfo Lutz foram "satisfatórias". Um laboratório terceirizado também teria apontado que a água estava "dentro dos padrões de potabilidade".

 

A Vigilância Sanitária informou neste sábado (15) que, após a detecção de um ponto com laudo de água insatisfatório no monitoramento de outubro, agiu imediatamente, intensificando as medidas corretivas e preventivas junto ao Daema.

 

Segundo a Vigilância, na segunda-feira (10) foram coletadas amostras em 18 pontos (12 de rotina e 6 adicionais) da rede de distribuição. Os laudos, disponibilizados na quinta-feira (13) confirmaram: níveis adequados de Cloro Residual Livre em toda a rede analisada e ausência de bactéria Escherichia coli (indicadora de contaminação fecal) nas amostras.

 

Para identificar a origem exata do surto de virose, a Vigilância coletou na quarta-feira (12) amostras específicas para análises detalhadas de vírus, bactérias e protozoários, que foram enviadas ao renomado Instituto Adolfo Lutz. Os resultados definitivos serão comunicados assim que estiverem disponíveis.

 

 

Fonte: G1- São Carlos e Araraquara

Postagem: 15 Nov. 2025

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