Gasolina a R$ 3 e gás a R$ 25 geram filas e venda ilegal na fronteira
Receita Federal intensifica as fiscalizações após a abertura da fronteira; mais de 2 mil litros de combustível já foram apreendidos.
O aumento no preço da gasolina e o alto valor do gás de cozinha aliado a abertura da fronteira entre o Extremo-Oeste de Santa Catarina e a Argentina fez com que muitos brasileiros atravessassem a fronteira para trazer combustíveis e botijões de gás de maneira irregular e clandestina.

Galões de gasolina e botijões de gás de cozinha são transportados lado a lado. – Foto: Receita Federal/Divulgação/ND
Isso porque no país vizinho a gasolina é vendida entre R$ 3,00 e R$ 3,50 o litro, ou seja, metade do preço comercializado em Santa Catarina. Já o gás de cozinha, é encontrado na Argentina entre R$ 25,00 e R$ 30,00 o botijão de 10 kg.
Para coibir a prática ilegal, a Alfândega da Receita Federal de Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste catarinense, realiza a Operação Nafta. As fiscalizações e apreensões estão ocorrendo entre Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen e também entre os municípios de Barracão e Santo Antônio do Sudoeste, no Paraná.
Apreensões
O auditor fiscal da Receita Federal, Arnaldo Gonçalves Borteze, explica que a operação iniciou há cerca de uma semana e já resultou na apreensão de 2 mil litros de gasolina, 400 litros de diesel e 120 botijões de gás de cozinha.
Borteze destaca que os combustíveis não são comprados para consumo próprio, mas sim para revenda com valor intermediário que tornaria a compra interessante para o consumidor final.
Além disso, são transportados de maneira irregular e armazenados de forma precárias, o que gera graves riscos de explosões, causando perigo à população por se tratar de produtos inflamáveis.
“Não houve prisões até o momento, mas é possível que isso aconteça uma vez que percebemos um aumento na entrada de combustível e gás de cozinha de forma clandestina no Brasil”, pontua Borteze.
Intensificação das fiscalizações
Segundo o auditor fiscal, a reabertura da fronteira facilitou esse acesso, mas as fiscalizações foram intensificadas com o apoio das PMs (Polícias Militares) de Santa Catarina e do Paraná, da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e o Exército Brasileiro por meio da Operação Ágata.
As mercadorias são apreendida e armazenada na Receita Federal e, após avaliação, os produtos serão doados para órgãos de segurança pública. A gasolina será armazenada em um posto de combustível para uso dos órgãos de segurança.
O auditor fiscal não descarta a existência de uma rede de distribuição com ofertas de delivery de gasolina e gás de cozinha nas redes sociais, mas salienta que até o momento isso não é de conhecimento da Receita Federal.
Fonte: ND - Chapecó
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