Justiça suspende compra de materiais didáticos em Sorocaba
Medida visa evitar possível mau uso do dinheiro público.
A Fazenda Pública de Sorocaba concedeu, ontem (28), liminar suspendendo o pagamento, pela Prefeitura da cidade, estabelecido em contrato envolvendo compra de material didático para alunos e professores do Ensino Fundamental da rede pública municipal. A medida visa evitar risco de prejuízo ao erário.

De acordo com os autos, a compra, que supera R$ 22 milhões, é destinada à compra de 50 mil kits compostos por livro, CD e DVD, voltados a projeto de musicalização. O Ministério Público de São Paulo afirma que a maioria das escolas da cidade não possui computadores com aparelhos leitores das mídias a serem adquiridas, bem como o valor de cada kit, estipulado em R$ 343,50 (aluno) e R$ 448,50 (professor), seria muito acima do valor de mercado.
Ao conceder a tutela de urgência, o juiz Alexandre Dartanhan de Mello Guerra afirmou que as alegações do MP serão analisadas com profundidade e que no momento é necessário adotar medidas que previnam possíveis danos à coletividade e ao erário. “Presente a verossimilhança das alegações iniciais, bem como a inexistência de perigo de irreversibilidade da medida e a patente gravidade da postulação à contenção de severos danos às contas públicas e à moralidade pública, deve o Município de Sorocaba, imediatamente, abster-se de realizar quaisquer pagamentos referentes à execução do contrato como tal indicado na inicial”, escreveu.
Fonte: Tribunal de Justiça São Paulo
Outras notícias
Liminar impõe prazos de até 60 dias para regularização de escolas públicas de Taquaritinga
Segundo a ação, a investigação começou ainda em 2024, após diretoras e coordenadoras pedagógicas relatarem diversas irregularidades nas Escolas Municipais de Ensino Básico (EMEBs) da cidade, como falta de produtos de limpeza e higiene.
20 Mar. 2026
Voluntário tentou conter incêndio em restaurante onde adolescente morreu
Vítima de 17 anos era auxiliar de cozinha no estabelecimento onde ocorreu explosão em Guatapará (SP). Caso será investigado pela Polícia Civil.
17 Mar. 2026
