Operação faz buscas na Prefeitura de Brodowski por suposta fraude
Investigações apontam que administração municipal pagou por serviços que não foram finalizados no hospital da cidade. Administração municipal disse que irá colaborar.
A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (23) uma operação contra suposta fraude na contratação de uma empresa por parte da Secretaria de Saúde de Brodowski (SP).

Operação cumpriu mandado na sede da Prefeitura de Brodowski — Foto: Polícia Civil
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo um no Paço Municipal, um na casa do servidor que atuou na contratação (não teve identidade revelada) e outro na residência do responsável pela empresa.
Até a publicação desta reportagem, a Polícia Civil não havia detalhado o que foi apreendido. Ninguém foi preso.
Em nota, a prefeitura disse que os policiais fizeram uma busca por documentos, ordens de pagamento e empenhos referentes à contratação. Afirmou, ainda, que irá colaborar com as investigações.
"É importante ressaltar que, em nenhum momento, o prefeito municipal esteve envolvido nessa situação. A visita da Polícia Civil foi realizada no âmbito de procedimentos investigativos padrão, visando garantir a integridade e legalidade de todos os processos conduzidos pela Prefeitura", diz trecho.
Já a empresa, por meio da defesa, garantiu que os equipamentos foram devidamente instalados, conforme as especificações e orçamento solicitados pela prefeitura.
Investigações
Segundo a polícia, a Secretaria de Saúde contratou emergencialmente, no início deste ano, uma empresa para a instalação de equipamentos elétricos no hospital da cidade. Na nota de esclarecimento, a prefeitura alegou que trata-se da instalação de para-raios.
As investigações apontam, no entanto, que a administração realizou o pagamento integral dos serviços, de R$ 50 mil, mesmo antes de eles terem sido finalizados. Além disso, também antes da conclusão, o servidor teria atestado que os trabalhos foram realizados.
Foi o que desencadeou a operação raio X, deflagrada nesta quarta.
O delegado Gustavo André Alves informou que as apurações continuam para identificar eventuais outros envolvidos no esquema e se houve superfaturamento e/ou desvio de recursos públicos na contratação.
Os suspeitos podem responder pelos crimes de peculato, fraude em processo licitatório e falsidade ideológica.
Fonte: g1 - Ribeirão Preto e Franca
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